segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril no Zêzere com a Opções e Alternativas

No passado Sábado (dia 15) tive o prazer de colaborar com a Opções e Alternativas na organização de uma actividade direccionada para alunos da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril.
Tratava-se de uma actividade dividida em duas estações, uma de Manobras com Cordas (Slide e Paralelas) e outra de Canoagem.
Pessoalmente estive envolvido na canoagem, que se realizou no magnifico cenário proporcionado pela albufeira do Castelo do Bode no rio Zêzere, entre as localidades de Zaboeira e Fernadaires, no concelho de Vila de Rei. Para além da beleza e do Exotismo do local, fomos bafejados por um dia de Sol fantástico. O que abrilhantou ainda mais o dia!
Os participantes, que se divertirem imenso, ficaram maravilhados com o cenário e com a actividade. Penso ainda que o dia foi bastante enriquecedor, pelo lado profissional, e também pelo pessoal. Em primeiro lugar porque tiveram contacto com um potencial produto turístico (mais concretamente do segmento do turismo de prática desportiva), o que poderá ser relevante no seu futuro profissional. Por outro lado, a superação pessoal a que muitos foram encorajados, ficará certamente na memória.

Fiquem com algumas fotos de aperitivo!

domingo, 9 de novembro de 2008

Artigo no Público

Não é todos os dias que se tem quase uma página de tempo de antena num Jornal Nacional!
Tivemos a sorte de uma Jornalista se ter interessado pelo nosso trabalho.
Aqui fica o link para a artigo publicado no Caderno de Economia do Público de 7 de Novembro de 2008 (Pág.17),
"Viajar na Desportiva":
Digitalização do Papel;
Jornal Público.

P.S.: Duas correcções: Não sou docente da UBI e também já não trabalho nas Termas de Monfortinho.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

2º BTT Rota do Medronho - Oleiros

A Associação PINHAL TOTAL de Oleiros, com a colaboração da Câmara Municipal, levou a cabo no passado dia 2 (Domingo) a sua 2ª organização na área do BTT.
Estão de Parabéns! Tanto a organização como o meio envolvente demonstraram um potencial fantástico para o BTT.
A diversidade do percurso é enorme, desde as paisagens soberbas até single tracks entre vegetação junto à ribeira!
Também enormes são as subidas! Neste terreno não se pode medir os Kms percorridos, nem muito menos as médias! Deve antes medir-se a altitude subida!
Talvez neste pormenor a selecção do percurso pudesse ter corrido um pouco melhor. Aquela subida final para as eólicas era terrível!
Mas ainda assim o futuro desta volta promete,
Até à próxima.



segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Mudança de Trabalho

A Vida dá voltas! E as voltas dão-nos Vida!
Estou de saída das Termas de Monfortinho e em breve iniciarei o trabalho na Câmara Municipal de Oleiros.
A todos os amigos que fiz em Monfortinho um grande abraço e até sempre!
Vão dando noticias que eu vou tentando fazer o mesmo!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

9º Congresso Nacional de Gestão do Desporto

Nos passados dias 10 e 11 de Outubro realizou-se na cidade de Vila Real o 9º Congresso Nacional de Gestão do Desporto (1º Internacional), no qual tive oportunidade de participar. Este foi organizado pela APOGESD e pela UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro).
Em co-autoria com o Professor Pedro Guedes de Carvalho e no seguimento do trabalho de mestrado, candidatámos um artigo intitulado: "Turismo de Prática Desportiva: Um Segmento de Mercado do Turismo Desportivo", tendo este sido aprovado pela comissão cientifica. Assim, tive a honra de apresentar o referido artigo ao Congresso.
Para além do artigo, apresentámos também um Poster, intitulado: "Estudo de Caso: Os Percursos Pedestres e os Termalistas Clássicos em Monfortinho".
Como complemento do lado cientifico do congresso, o qual foi muito valioso, destaco ainda a rápida visita à bela cidade de Vila Real (a qual abriu o apetite uma visita mais cuidada), o porto de honra no fantástico edifício da Câmara Municipal e o magnífico almoço de "rescaldo" no restaurante Pipas, com os amigos Pedro, Dina e Aurélio.
Devo ainda agradecer o apoio "logístico" da Dina e do Aurélio.

Links onde podem visualizar mais informação:
O Artigo
A Apresentação
O Poster
A APOGESD

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Inevitável Declínio? Ou Reequilíbrio Natural?

O Jornal Expresso apresenta nas páginas centrais da sua última edição um artigo com o título “Inevitável Declínio” sobre a desaceleração do crescimento da população portuguesa. Sou da opinião de que o assunto merece ser chamado às páginas centrais por ser de facto o maior problema do planeta nas próximas décadas (obviamente maior que a actual crise de capitais!). No entanto abordo o problema numa perspectiva completamente antagónica.
Na minha opinião, a diminuição da quantidade de população não deve ser encarada como uma fatalidade, mas sim como algo desejável. Devendo mesmo ser incentivada.
No mesmo artigo é referido que a população mundial crescerá entre o corrente ano e 2050 de 6,7 mil milhões para 9,4 mil milhões ou seja um aumento 71% em 42 anos! Só por si estes valores parecem-me assustadores, mas ainda assim apresento algumas perspectivas de análise para despoletar a discussão.
A terra é redonda e não está em crescimento, portanto a superfície habitável é constante, estará esta superfície preparada para receber tamanha quantidade de população humana? Com que outras espécies terá a espécie humana que competir?
Se já actualmente nos deparamos com problemas energéticos, por exemplo ao nível do petróleo, nos próximos 40 anos a procura de energia vai aumentar em pelo menos mais 71%, haverá energia para todos?O preço dos bens alimentares tem aumentado significativamente, se a população aumentar a procura também aumentará, não será o seu preço incomportável para muita gente?A produção de CO2, não obstante os esforços feitos em sentido contrário, continuará necessariamente a aumentar. Teremos o direito de continuar a prejudicar a saúde do planeta? E poderia também falar no problema da água!
É também necessário reconhecer que a diminuição da população acarreta também um conjunto de problemas, dos quais se podem destacar alguns.
A sustentabilidade dos actuais sistemas de Segurança e Protecção Social, os quais serão seriamente agredidos pelo envelhecimento da população e pela diminuição da população activa. Também toda a dinâmica macroeconómica será afectada, uma vez que esta assenta numa lógica de crescimento constante. Veja-se a crise actual de quase estagnação. Crescimento esse que necessita por sua vez do crescimento da população.
Fazendo um balanço, penso que os problemas ecológicos, de qualidade de vida e de sustentabilidade do planeta, não compensam os problemas económicos. Sou da opinião de que os economistas (a minha mulher incluída!) devem desenvolver esforços no sentido de encontrar as soluções e os mecanismos (e os governos devem aplicar essas medidas!) que permitam diminuir a quantidade de população mundial sem arriscar a protecção social e a crise económica generalizada, a qual implicará obviamente crises geopolíticas.
A questão é: Ou se incentiva a diminuição da população já hoje e se encontrão as soluções para os problemas criados, ou temos que encontrar as soluções para esses problemas daqui a 42 anos? Soluções essas que serão pelo menos 71% mais pesadas! É que o referido artigo também diz que a partir 2050 a população mundial começará a estabilizar em torno das 10 mil milhões de pessoas.
Em síntese, a diminuição da população mundial, não é um “Inevitável Declínio” mas sim um necessário Reequilíbrio Natural.
P.S.: Espero que quando eu tiver 72 Anos (2050) eu não venha a dizer: Já em 2008 eu tinha falado deste problema!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Jogos Olimpicos 1 - Vistos Pelo Lado Otimista!

Estão na memória de todos os portugueses (provavelmente de forma mais vincada do que as próprias medalhas!), as imensas criticas ao desempenho dos desportistas portugueses em Pequim. Desde os mais altos responsáveis pela "missão" (dirigentes e desportistas) até ao mais humilde dos compatriotas (mero espectador), muitos foram os que atiraram as mais diversas criticas ao resultados supostamente menos positivos.

Não sou da opinião de que tudo está bem. Sou aliás um critico acérrimo do sistema desportivo português. Mas ainda assim, não posso conceber que simplesmente se critique sem que por trás da critica exista uma reflexão devidamente fundamentada.
Embora considere que os resultados obtidos não resultam de uma estratégia bem desenhada e executada, mas sim de mero acaso e da conjugação de algumas circunstancias felizes, sou obrigado a admitir que estes não são tão maus quanto se quis fez crer. Senão atentemos sobre alguns dados.

A representação portuguesa apresentava 4 candidatos a medalhas (5 se se considerar o Obikwelo com 10,04seg como melhor marca do ano também era candidato a medalhas). Obtivemos 2 medalhas, o que representa 50% de sucesso (40% se considerarmos Obikwelo), o que me parece muito bom. Será que 50% de todos os candidatos a medalhas de todos os países as obtiveram? tenho as minhas duvidas!
Duas medalhas representam 10% do total de medalhas conquistadas até às últimas olimpíadas. Será pouco?
Só em duas Olimpíadas Portugal obteve mais de duas medalhas: 1984 (1-O, 2-B) e 2004 (2-P, 1-B). Em termos de quantidade de medalhas esta foi a terceira melhor participação de sempre.
Se atribuirmos 3 pontos ao Ouro, 2 à Prata e 1 ao Bronze, a classificação deste ano foi rigorosamente igual à dos dois anos referidos.
Se em vez de utilizarmos a classificação de total de medalhas, utilizarmos a classificação que valoriza primeiro o Ouro (a mesma que põe a China no topo da classificação), depois a prata e por último o bronze, a classificação das participações portuguesas fica ordenada da seguinte forma:

Medalheiro Português:

1º-2008 - Pequim: 1-O, 1-P, 0-B
2º-1984 - Los Angeles: 1-O, 0-P, 2-B
3º-1996 - Atlanta: 1-O, 0-P, 1-B
4º-1988 - Seul: 1-O, 0-P, 0-B
5º-2004 - Atenas: 0-O, 2-P, 1-B
6º-1976 - Montreal: 0-O, 2-P, 0-B
7º-1948 - Londres: 0-O, 1-P, 1-B
8º-1960 - Roma: 0-O, 1-P, 0-O
9º-2000 - Sidney: 0-O, 0-P, 2-B
10º-1924 - Paris: 0-O, 0-P, 1-B
11º-1928 - Amesterdão: 0-O, 0-P, 1-B
12º-1936 - Berlim: 0-O, 0-P, 1-B
13º-1952 - Helsínquia: 0-O, 0-P, 1-B

Penso que podemos dizer que, se a china foi classificada em primeiro lugar nos Jogos Olímpicos 2008, também devemos colocar a participação portuguesa em Pequim no primeiro lugar de todas as participações portuguesas de sempre.

Concluindo, o que me preocupa não são os resultados, porque estes, embora não sendo bons, estão ao melhor nível de sempre. O que me preocupa é que estes resultados surgem principalmente pela coincidência feliz de um conjunto de factores e não por estratégias consolidadas de desenvolvimento desportivo. Por exemplo o Nelson Évora nunca teria sido olímpico se não tivesse tido a sorte de morar no mesmo prédio de um treinador de atletismo, nem a Vanessa Fernandes se não fosse filha de um ciclista.

O que é necessário, para que em vez de uma medalha por cada 5 milhões de habitantes, tenhamos uma por cada 1 ou 2 milhões, como têm a Inglaterra, os EUA, ou a Rússia, é uma estratégia consolidada de desenvolvimento desportivo. Sobre esta aventarei eu umas ideias na minha próxima mensagem sobre este assunto.

P.S.: Continuo disponível para aceitar patrícios para escrever com mais brevidade!